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Os prejuízos causados pelos buracos


Se você utiliza o carro todos os dias, prepare-se. Com nossas ruas e estradas cada vez mais esburacadas, o risco de danificar os pneus ou os componentes da suspensão também cresce. Para enfrentar esse verdadeiro rali diário, a dica é dirigir com cautela e manter uma boa distância do carro da frente. Porém, caso seja pego por uma dessas armadilhas cravadas no asfalto, a saída é procurar uma boa oficina. Saiba quais são os reparos mais comuns e até quanto pode custar o prejuízo.

Segundo o engenheiro responsável pela oficina paulista Motor-Max, Rubens Venosa, o custo do conserto dos danos causados por buracos varia bastante. "O cliente pode gastar de R$ 80 (que é o valor médio de um pneu para Gol) até R$ 300, caso haja a necessidade de trocar algumas peças como bandeja, braço de suspensão, molas e buchas, mas isso é feito apenas quando as peças já sofreram algum desgaste", diz ele. Uma revisão completa, incluindo troca de amortecedores, buchas e terminais, pode custar de R$ 800 a R$ 2 mil, no caso de um carro nacional. "Dependendo do estrago, a revisão de um carro importado pode chegar a R$ 10 mil" , completa Venosa.

Não são apenas os pneus e a suspensão que sofrem com a má conservação do asfalto. A roda também pode ser danificada, dependendo do tamanho do buraco e da velocidade do carro no momento do impacto. As rodas de aço podem ser soldadas e desamassadas, mas no caso das de alumínio, a única solução é substituir as que foram danificadas.

Vale a pena lembrar que o seguro pode ser acionado se o estrago for causado pelo buraco e não pelo desgaste normal das peças da suspensão. Para ser ressarcido, o segurado não deve fazer nenhum conserto e acionar o guincho da seguradora para vistoria. Em alguns casos, pagar a franquia sai mais em conta.

A SEGUIR, ALGUMAS DICAS DE MANUTENÇÃO:
1) Não pisar no freio sobre um buraco, o que faz 70% do peso do carro ser transferido para a frente, podendo causar danos graves à suspensão dianteira.

2) Em dias de chuva, evite passar em velocidade sobre poças d'água, que costumam esconder verdadeiras crateras.

3) A calibragem dos pneus deve ser feita semanalmente e logo depois do carro sair da garagem, quando ainda estão frios. Lembre-se que pneus vazios facilitam a formação de bolhas e rasgos.

4) Pressionar com força os cantos da carroceria para testar os amortecedores. Se o carro oscilar mais de uma vez e meia, vale verificar a necessidade de substituí-los (sempre aos pares).
5) Verificar se as molas estão desgastadas entre os elos, sinal de desgaste excessivo.

6) Substituir as molas a cada 50 mil quilômetros.

7) Fazer o alinhamento e o balanceamento a cada 10 mil quilômetros, ou se as rodas e a suspensão foram danificadas por batidas e riscos profundos.

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